quinta-feira, 18 de junho de 2009

Oceano profundo

Mon petit ray of sunlight,

o que posso dizer que sinto por você neste momento? Sim, isto que disse, você torna a vida leve. Seus olhos me encaram cheios de perguntas que eu quero responder mas que só posso responder se você as disser. Eles me olham curiosos e eu sucumbo sem sequer lutar. Que poder estranho é este que você traz em seu ser que me faz falecer sem lutar? Sem sequer pegar em armas ardilosas que trago em mim? Não posso dizer que já caí na armadilha da paixão porque eu sei quando isso acontece e sei que você odiaria que isso acontecesse. Acredite em mim! Eu sou como toda mulher idiota e apaixonada... até estou no papel de mulher idiota, de certa forma. Mas, neste momento, o melhor é me manter distante, observando o mundo da ponta do teatro a mim reservada, lá do alto.
Eu quero viver a vida o máximo possível e sua doçura me deu doçura na alma, no ser, fez eu brilhar sem eu sequer soubesse que tinha brilho. Cada detalhe que lembro é como suspirar, vir à tona e voltar ao mundo mergulhado e escuro do oceano de mim mesma. Copiei as palavras do meu diário para meu amigo e percebi que, mesmo perto de você, eu sou este oceano de matizes de todos os azuis. Eu quero ser como o Mediterrâneo: claro ao profundo marinho. Matizes gentis numa palheta de cores perfeitas. Eu quero ser assim. Se eu posso ver tamanha doçura em seu ser, talvez, seja porque eu sou assim também, certo?
Meu querido raio de sol, deixo-o nesta noite fria, pois, Morfeu soprou-me seu pó.

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