segunda-feira, 15 de junho de 2009

Carta aberta aos amigos amados

Tem muita gente que não vejo há tempos. Saudades desses que sumiram pelos vórtices temporais, ficaram as lembranças boas, as idéias compartilhadas. Ficou saudade de alguns. Poucos, para dizer a verdade. Tem gente nova na vida que veio de longe no tempo e tem sido uma linda história de amor, que tem sido esteio, porto seguro, viagem segura e aventura perfeita. Por que não falar tudo numa carta para estes que nos acompanham em momentos de perda e de ganhos? Tem uns que preferem nem saber se estamos feridos, já dizem logo sem perda de tempo. Estes têm meu mais profundo respeito, afinal, honestidade nos dias de hoje é artigo raro e de luxo encontrado em brechós finos nos pontos altos da cidade. Aprecio essa autenticidade que, para uns, pode parecer tosca. Prefiro assim, meus neurônios não sabem ler bem quando estou dando fora. Razão que quis me tornar ermitão mas nunca consegui viver sem ninguém.
Tem as amigas que viram confidentes, quase como se fôssemos adolescentes fofocando e dizendo coisas indizíveis a qualquer outro ser humano! Amigas do peito, de coração, que trazem alento, colo, chá. Tantas coisas diversas e maravilhosas que o contato com outro ser humano nos permite! Às vezes, o roçar de dedos diz tudo, um aperto de mão dado num choro como o de ontem. É o porto seguro, é a paragem da vida, é saber que a roda gira e estamos todos nela, vivos, rodopiantes, alegres! Amigos também são valorosos e merecem palavras de amor. Acima dos amantes, os amigos, pois, são eles que nos emprestam os ombros, que nos permitem chorar (ou não), que nos dão limites, que se preocupam e que nos alimentam de carinho. Os amantes não são certeza nem portos seguros, são passagens, lindas pontes que podem ser construídas para serem destruídas seja pela força da natureza seja pela força de nós mesmos. Amigos... não, os amigos são formações precisas, perfeitas e dentro de cada imperfeição nasce uma peculiaridade que nos une em manifestado carinho!
Que seria de nós sem nossos preciosos tesouros? Eu os guardo em caixas de jóia, cada um em delicado envólucro de veludo para que possa ser delicadamente tratado. Eu erro também embora os ame todos. Eu quero a felicidade destes amigos porque eles têm feito parte da minha vida em luto ou em glória, porque estão ali faça chuva ou sol, mesmo quando não querem ouvir sobre meu pesar, de alguma forma, oferecem o que podem. São seres humanos únicos, meus seres humanos únicos! Pessoas que permanecem comigo porque querem, não por pena, não por interesse porque tudo que tenho a oferecer é a mim mesma, meu jeito tresloucado de ser! Também minha paciência e minha credulidade ingênua de que todas as pessoas sem exceção são boas. Portanto, meus amigos, amo vocês de coração e peito aberto!

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